Construção naval em madeira de Vila do Conde torna-se património cultural imaterial

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Foto: Câmara Municipal de Vila do Conde

Segundo anúncio da Direção-Geral do Património Cultural no Diário da República, na segunda-feira, as técnicas de construção e reparação naval em madeira de Vila do Conde foram inscritas no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

O processo para esta resolução iniciou-se em 2016, e a candidatura, realizada pela Câmara Municipal de Vila do Conde, após passar pelo processo de consulta pública, preencheu todos os critérios exigidos.

No despacho assinado por Rita Jerónimo, subdiretora-geral do Património Cultural, confirma-se que “a inscrição da manifestação reflete os critérios constantes no artigo 10.º, destacando a importância da referida manifestação do património cultural imaterial enquanto reflexo da respetiva comunidade e os contextos sociais e culturais da sua produção, reprodução e formas de acesso”.

Com a “proteção legal de manifestações em risco de desaparecimento a curto e médio prazo” em vista, a autarquia pretendeu salvaguardar o compromisso entre o Município, os Estaleiros de construção naval de Azurara e Poça da Barca e toda a comunidade.

A inscrição da arte naval no inventário nacional é um passo importante para a futura candidatura que Vila do Conde quer fazer à Lista Representativa de Património Cultural Imaterial da Humanidade, pela convenção da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.