“Correntes é a romaria dos que trabalham os livros. E a comida da Póvoa é insuperável”

1041

Joel Neto estará na Póvoa de Varzim esta sexta-feira às 18h para a mesa 9 intitulada «E nunca as minhas mãos ficam vazias». É um regresso do escritor e cronista após a sua primeira experiência no Correntes em 2013.

“Na altura considerei um sinal muito estimulante de que havia um lugar para mim na grande família da literatura e volto lá mais uma vez este ano, o que torno a considerar exatamente o mesmo sinal. Ali estamos a trabalhar, a contactar com o público e também a rever amigos e pessoas que passam pelos mesmos padecimentos criativos que nós. Nas doses adequadas, creio que se trata de um exercício tão inspirador como apaziguador. Além de que a Póvoa (tanto as instituições como os leitores) recebe muito bem. E a comida é insuperável”.

O Correntes D´Escritas soube “arriscar” quando os festivais literários ainda eram apenas “uma quimera”, avalia Joel Neto ao nosso jornal. “Manteve-se fiel às suas intenções quando estes tiveram de lidar com a recessão económica e conservou a sua identidade quando outros, mais jovens e alguns até com mais recursos, vieram propor novas abordagens. É um local de romaria para todos aqueles que trabalham a literatura (escritores, editores, livreiros, agentes), sejam eles portugueses, lusófonos ou íbero-americanos, e o sítio onde toda a gente quer ir, assuma-o ou não”.

Foto de António Araújo