Cruz Vermelha da Póvoa constrói em Terroso residências para autonomia de vida de jovens (fotos)

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No próximo mês de março terá início, na zona do recreio da antiga escola primária de Terroso, a construção do projeto ‘Autonomia de Vida’, da Casa do Regaço, valência da Delegação da Cruz Vermelha da Póvoa de Varzim e que auxilia os jovens que atingem a maioridade a darem o salto para a vida adulta após estarem vários anos institucionalizados. Luísa Tavares Moreira, presidente da instituição, explica o sentido solidário da obra, os apoios recebidos e sublinha o crescimento dos meninos desde que nasceu O Regaço há 15 anos. 

A Delegação da Cruz Vermelha da Póvoa de Varzim vai iniciar em Terroso um novo projeto denominado “Autonomia de Vida”. Qual a sua finalidade?

Este é um sonho há muito acarinhado pelos nossos jovens e também por toda a direção da Cruz Vermelha da Póvoa. Aqueles que ontem eram crianças e que ficaram a viver na Família Regaço hoje, são jovens que precisam de ter a sua privacidade e trabalharem a sua liberdade com responsabilidade. A transição para um espaço onde cada um terá o seu quarto, em que terão que assumir as responsabilidades do quotidiano, as compras para as refeições, a limpeza dos espaços, confecionar as refeições e cuidar dos espaços comuns, sempre supervisionados pelos colaboradores do Regaço. Será muito importante para eles trabalharem a autonomia e a capacidade de colaborarem uns com os outros, adquirindo ferramentas para enfrentarem mais tarde os desafios da vida e prepararem-se para a vida ativa.

As residências serão construídas no recreio da antiga escola primária da freguesia. Quantos jovens podem utilizar as mesmas e o porquê da opção por este local?

Perspetivamos que ali vivam sete jovens. A razão daquele lugar é o facto de o espaço já existir para utilização das crianças e jovens do Regaço e ainda ter condições para acolher este projeto e, acresce o facto de estar muito perto da casa mãe, o Regaço. Desta forma podem beneficiar do apoio e supervisão de todos os que lá trabalham e continuarem a conviver com os outros adolescentes que continuarão a viver no Regaço. A relação de afeto que eles têm uns com os outros é muito forte e tenho a certeza que aos fins de semana estarão juntos. Este convívio foi e é muito importante para o crescimento deles.

A construção do equipamento está orçada em 300 mil euros, no qual a Câmara da Póvoa já decidiu contribuir com 114 mil euros. Para fazer face aos custos, vai ser importante a ajuda de mecenas?

Sim, a autarquia vai apoiar este projeto e à semelhança do que aconteceu com a Casa do Regaço contamos com o apoio de alguns mecenas para concluirmos o restante da obra. Mecenas que possam contribuir com materiais como: materiais sanitários, decoração dos quartos, caixilharias, pintura e outros.

Qual o prazo definido para concretizar a obra?

Esperamos iniciar a obra já em março e depois dada a exiguidade do espaço da Casa do Regaço era importante concluirmos o mais rápido possível. É muito importante que os nossos jovens mais crescidos deixem de partilhar os quartos.

Este projeto deixará os jovens muito felizes, bem como toda a equipa que ali colabora. Esperamos poder concretizá-la até ao final deste ano. 

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