Digitalização ou falta (de vontade) dela…

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Nas circunstâncias atuais de pandemia e confinamentos, o tema da literacia digital adquiriu maior destaque e agudizou-se.

O confinamento, veio também limitar o acesso ao comum cidadão para participar presencialmente nas assembleias municipais. Contudo, através de imposição estatal as autarquias foram obrigadas a providenciar, através de meios digitais, a oportunidade aos cidadãos de visualizar e até mesmo participar nas mesmas.  Todavia, apesar de ser possível participar nas assembleias, constata-se que as mesmas não são disponibilizadas à posteriori para que os demais cidadãos possam aceder às mesmas.

Neste sentido, considero pertinente a disponibilização desses conteúdos à população, que por motivos pessoais ou profissionais, não tiveram a oportunidade de acompanhar a referida assembleia.

Assim sendo, a adoção de meios digitais para a divulgação das assembleias e a possibilidade de reverem a mesma de acordo com a sua disponibilidade pessoal/profissional permitiria aproximar os cidadãos dos seus representantes e potenciar um maior envolvimento/acompanhamento das medidas adotadas pela mesma. Destaco que um maior envolvimento da população e maior divulgação das ações desencadeadas no âmbito da assembleia municipal, permite uma aproximação da população ao poder local e consequentemente uma menor abstenção por desconhecimento das ações efetuadas.

Adicionalmente, potenciaria uma maior adesão do público mais jovem e mais recetivo das novas tecnologias, para que desde cedo se possam envolver e interessar-se pelas ações promovidas localmente e quiçá a nível nacional. Mas para que isso aconteça deve haver vontade em haver mais digitalização, sem que isso seja uma imposição. 

José Carvalho 08/03/2021