Direção dos bombeiros diz que não recebeu pedidos para passagem à reserva

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A direção da Associação dos Bombeiros Voluntários de Vila do Condedos reagiu na segunda-feira, em comunicado, à alegada intenção de mais de 60 elementos voluntários passarem quadro de reserva, por se sentirem insatisfeitos. A direção disse estranhar as acusações de existência de um “clima de hostilidade e instabilidade” na corporação, reiterando que sobre o tema, consultou o comandante, Joaquim Moreira, e que este não “identificou um sequer requerimento”.

“A esta direção não foi comunicado qualquer requerimento por parte dos bombeiros, pretensamente insatisfeitos”, pode ler-se no comunicado, considerando que os fundamentos que, alegadamente terão sido evocados, não têm cabimento jurídico, e que podem até ser alvo de “processo disciplinar”.

Os elementos diretivos lembraram que a autoridade sobre o contingente de voluntários não é exercida pela direção, mas sim pelo comandante da corporação, pelo que estranham serem eles os causadores de um “clima de hostilidade e instabilidade”, apesar de reconhecerem que tomaram medidas de “rigor económico-financeiro” na gestão da associação:

“Esta direção, após a sua tomada de posse [em março de 2017], preocupou-se por cuidar do equilíbrio económico-financeiro da corporação, que na altura se apresentava com níveis deficitários, e teve de implementar uma política de rigor que possivelmente não foi do agrado de certas pessoas, mas atingiu os objetivos desejados: a saúde financeira”.
Os elementos da direção, chefiada por Emília Furtado, considerou que apesar das críticas que têm sido feitas à sua gestão, por parte de um grupo de bombeiros voluntários, “não há sequer um facto suscetível de identificar qualquer violação dos deveres da gestão praticada”.

A direção garante que “tudo fará para que os interesses da população não sejam postos em causa e sejam devidamente salvaguardadas”, lamentando “o comportamento dos ‘amigos da reserva'”. “Enquanto uns se preocupam com pela salvaguarda dos interesses da população e da estabilidade da corporação, com é o caso da direção, outros, que nem ratos, fogem em todas as direções sem cuidar, minimamente, pelos valores em causa”, conclui o comunicado.