E-REDES e Portuguese Women in Tech promovem maior equilíbrio de género nas áreas tecnológicas

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Em Portugal, na área de Tecnologias de Informação, apenas 14,4% dos profissionais é mulher, número inferior à média europeia. Face a estes dados do Eurostat, a E-REDES e a Portuguese Women in Tech lançaram, na terça-feira, uma campanha para “inspirar e motivar futuras mulheres” a seguirem carreiras nas tecnologias e engenharias.

‘Future Portuguese Women in Tech’ destina-se a meninas entre os 10 e os 18 anos e quer “contribuir para um maior equilíbrio de género nas áreas tecnológicas, num horizonte de 10 anos”, explica a E-REDES em comunicado.

A iniciativa vai ser divulgada em 800 agrupamentos escolares, através de uma série de 25 vídeos “protagonizada por mulheres com carreiras nestas áreas, 10 das quais técnicas e engenheiras da E-REDES”. Para além dos vídeos, será disponibilizado um programa de conteúdos pedagógicos para que os professores utilizem o material de comunicação e exercícios práticos nas suas aulas.

Para José Ferrari Careto, presidente da E-REDES, “esta iniciativa insere-se no compromisso de promoção de medidas que fomentam a diversidade de género e reflete a constante preocupação da E-REDES em incorporar na sua estratégia de gestão princípios de igualdade”.

Através deste tipo de campanhas, o objetivo é incentivar cada vez mais mulheres a seguirem carreiras nestas áreas, até porque “integrar mais mulheres nas equipas e na liderança contribuirá para o desenvolvimento de uma cultura inclusiva, diversa e socialmente responsável”, defende.

Como diz Inês Santos Silva, cofundadora da Portuguese Women in Tech, “se esta iniciativa fizer com que um número significativo de alunas e alunos equacionem esta área para o seu futuro laboral, o nosso objetivo estará, em parte, cumprido”.

“Acreditamos que uma mudança de perceção é alcançável, mas tal só é possível trabalhando com as gerações que serão a futura força de trabalho”, afirma.