Festas Felizes?..

Sim, na medida do possível. Isto é, se não quisermos ter o Covid-19, como um bichinho nosso, particular, de estimação. Como dizia um destes dias um querido amigo meu, num texto publicado num semanário de Vila do Conde, só não vencemos esta ‘batalha’ contra o Covid-19 mais rapidamente, de modo célere e sem tantas vitimas, se quisermos ‘guardar’ o vírus em segredo, escondendo dos demais que nos são próximos ou nos cruzamos.

Mesmo com mais um confinamento, este será apenas e só mais um Natal. Diferente, sofrido, é certo, mas apenas mais um, menos consumista, menos mais próximo dos nossos mais próximos. Será uma celebração de Natal, da Festa da Família, não como um castigo, mas como uma responsável forma de adaptar o nosso viver presente, para possamos viver mais e melhor no futuro.

E como é na adversidade que emergem os valores e princípios dos ‘homens de boa-vontade’, estas serão por certo as Festas de Natal e Ano Novo onde todos vamos ser postos à prova no dever de cidadãos responsáveis e solidários. Pela nossa rica saúde. E pela saúde e vida dos demais.

O mundo vive a partir de Fevereiro passado uma ‘nova ordem’. Nada será jamais como dantes. A globalização abriu o mundo aos mundos, nas relações e inter-relações dos povos. Povos e gentes que testemunharam, sentiram a diferença entre o falar e fazer, fazendo. E, se um espirro suspeito nos confins da China tem, segundos depois, os efeitos de um abalo telúrico nas outras capitais do mundo, ninguém pode dizer que não conhece a realidade e a verdade do que se passa, aqui ao pé da porta. Sem teorias da conspiração.

O dominó da Internet é muito mais perturbador que as gracinhas dos likes na irresponsabilidade do Facebook, onde os profetas, ou nos salvam a alma, ou nos consomem o corpo. Mas a Esperança já está aí. As vacinas graças às novas tecnologias começaram o seu papel de ajuda. A ciência, como os médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar, o Serviço Nacional de Saúde de Portugal, credores do nosso reconhecimento, mostraram a umas tantas figurinhas que pululam e vivem à sombra da política, como com pouco, é possível fazer muito. Obrigado.

É pois com muita Esperança que desejamos Boas Festas, um Feliz Natal, e um 2021, resiliente no nosso amor à vida… com saúde, pela saúde dos demais.

José Andrade

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