Greve na administração pública fecha várias escolas

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Várias escolas do país, incluindo na Póvoa de Varzim e Vila do Conde, estão encerradas nesta sexta-feira (17) devido à greve dos trabalhadores da administração pública, que teve início às 7 da manhã.

Segundo o coordenador da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, “às 8h30 tínhamos a indicação de que há muitas escolas encerradas de norte a sul do país, mas ainda não temos dados concretos”. À agência Lusa, Sebastião Santana disse esperar uma grande adesão à greve também na saúde e nos serviços centrais, nomeadamente tribunais, Segurança Social e repartições de finanças.

“Sabemos também que já há uma grande mobilização de trabalhadores que estão a deslocar-se para Lisboa para a jornada de luta para a concentração de hoje à tarde no Ministério das Finanças, em Lisboa”, indicou.

De acordo com Sebastião Santana, os motivos para a greve aumentaram com a chegada do novo Governo e o conteúdo do seu programa: anteriormente, tinha indicado à Lusa que “no dia em que soubemos que a tutela da administração pública ia ficar no Ministério das Finanças entregámos o nosso caderno reivindicativo e até agora não tivemos qualquer resposta”, referindo que uma das prioridades deste caderno é um aumento intercalar dos salários em pelo menos 15%, com um mínimo de 150 euros por trabalhador, “porque os trabalhadores não podem ficar sem qualquer aumento até 2025”.

Para o coordenador, desde a aprovação da proposta do Orçamento do Estado para 2024, quando já existiam razões para greve, “os problemas só agudizaram”.

Entre as reivindicações da Frente Comum, estão os aumentos salariais, mudanças nas carreiras e no sistema de avaliação de desempenho e ainda medidas de reforço dos serviços públicos.