Não há surto de cancro na freguesia de Árvore

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Não há indícios de surto oncológico no lugar de Outeiro, freguesia de Árvore, Vila do Conde. A conclusão é da Direção-Geral da Saúde (DGS), em relatório divulgado na segunda-feira.

Nesse relatório intitulado “pseudo-surtos de doenças oncológicas” a DGS diz taxativamente: não existe surto de neoplasias (tumores) malignas. A clarificação surge na sequência de vários órgãos de comunicação terem erroneamente passado a mensagem de que haveria mais propensão para este tipo de patologia, não só em Árvore como também em Toutosa, Marco de Canaveses.

No caso da localidade vila-condense, que tinha cerca de 5100 habitantes em 2011, as autoridades verificam que nada aponta para um “maior registo de casos de tumor maligno, quando comparados com as restantes freguesias” do concelho. Não há um tipo de tumor predominante. Salientam apenas que, ao comparar com o resto do país, aumentou a mortalidade associada aos tumores do estômago. O que é “já conhecido em toda a região norte e atribuído a hábitos alimentares”.

Os tumores malignos mataram 23 pessoas naquela freguesia, entre 2014 e 2016, quando “seriam de esperar 41 óbitos”.