Teletrabalho obrigatório entre 2 e 9 janeiro, aulas só recomeçam a 10

0
277

Um Natal e um Ano Novo mais contidos, mas diferentes do ano passado. Depois da reunião do Conselho de Ministros, António Costa anunciou nesta quinta-feira as medidas de contenção da pandemia para esta época festiva.

Porque “temos de evitar voltar a ter um janeiro que se possa aproximar do trágico janeiro de 2021”, Portugal vai entrar em situação de calamidade a partir de 1 de dezembro.

A utilização da máscara vai ser obrigatória em espaços fechados e em todos os recintos não excecionados pela Direção-Geral da Saúde. Para aceder a restaurantes, estabelecimentos turísticos e alojamento local, eventos com lugares marcados e ginásios, é preciso certificado digital.

Quanto aos testes, é obrigatório um teste negativo – mesmo para vacinados – para visitar lares e pacientes internados em estabelecimentos de saúde, para aceder a grandes eventos sem lugares marcados ou a recintos improvisados e recintos desportivos, bem como a discotecas e bares.

Nas fronteiras, é obrigatório teste negativo obrigatório para todos os voos que cheguem a Portugal, com sanções “fortemente agravadas” para as companhias aéreas que não cumpram a medida.

Em paralelo, António Costa recomendou a testagem regular, dizendo que, “sempre que possível, devemos fazer autoteste”, inclusive “antes de nos juntarmos à família, na véspera e dia de Natal”. Aconselhou também o teletrabalho “sempre que possível, de forma a evitar excesso de contactos que permitam agravar a situação”.

Já na semana de 2 a 9 de janeiro, a semana que segue o Ano Novo, o país deverá ter uma atitude de “contenção”. Nessa semana de contenção, o teletrabalho será obrigatório e o recomeço das aulas será adiado para 10 de janeiro. As discotecas serão encerradas.

Esta medida “visa assegurar que, depois de um período que todos sabemos ser um período de intenso contacto e convívio familiar, evitemos cruzamento de pessoas de diferentes agregados familiares”, porque, disse o primeiro-ministro, o Natal é um momento “de carinho, de partilha, mas também de risco”.

“Termos atingido os 85% de taxa de vacinação não significou o fim da pandemia”, reforçou António Costa, “todos queremos ter um Natal em segurança e que possamos retomar a normalidade em segurança”.