Vacinação contra a covid-19 pode ter poupado 2300 vidas

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A reunião de especialistas no Infarmed, convocada pelo primeiro-ministro, realizou-se na tarde desta sexta-feira para analisar a situação atual da pandemia em Portugal. Nos últimos dias, as mortes e os novos casos de covid-19 têm vindo a aumentar – hoje, o relatório da Direção-Geral da Saúde dava conta de mais 2371 infeções e cinco óbitos.

Pedro Pinto Leite, da DGS, o primeiro especialista a tomar a palavra, declarou que “Portugal encontra-se de momento na quinta fase pandémica”, mas que a mortalidade e os internamentos são menores que em fases anteriores.

A incidência da região Norte, disse, é mais baixa que a média nacional. Isto acontece também nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve.

O seguinte orador, Henrique Barros, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, disse que a vacinação evitou 200 mil infeções, 135 mil dias em enfermaria, 55 mil dias em Unidades de Cuidados Intensivos e 2300 vidas. Por isso, defendeu a vacinação das crianças, assinar que estiver disponível, e o reforço das vacinas à medida que o tempo vai passando.

Também Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, é a favor do reforço da vacinação, e aconselhou a administração da terceira dose aos maiores de 65 anos elegíveis, ainda antes o Natal.

Ausenda Machado, igualmente do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, apontou o ponto máximo de proteção dada pela vacinação para os 14 a 42 dias após a inoculação. Disse também que “a efetividade das vacinas varia com a idade”, sendo que “é mais elevada na população entre 30-49 anos”.

O presidente da República já reagiu à reunião do Infarmed, dizendo que “foi muito interessante mais esta sessão do Infarmed de um duplo ponto de vista, por um lado no retrato da situação em que houve um acordo entre especialistas quanto à importância da vacinação”. No entanto, relembra que “os especialistas apresentaram o que consideravam indispensáveis nesta fase. A decisão sobre essa matéria pertencerá ao Governo”.