Contornos da eleição presidencial – opinião de Mário Bettencourt Sardinha

0
176

Não se sabe o futuro do mundo globalizado, agora integrado com inteligência artificial (IA), a “resvalar” para uma Nova Ordem Mundial, mas o que se sabe, é como será Portugal, se não forem tomadas as necessárias, fundamentais, determinantes medidas e reformas. Assim, nas cruciais, torna-se necessário um verdadeiro acordo de regime, para que tenham vencimento de causa, e perdurem, independentemente de quem governe. É o caso, se houver vontade política e ousadia, do SNS, da Justiça, da Habitação, promover a coesão social e territorial – corrigindo disparidades – entre o litoral e o interior do Continente.

Essas brevíssimas considerações, acrescidas dum redobrar de atenção na Política de Defesa no seio da NATO, são para sublinhar e fundamentar a importância das próximas eleições do Presidente da República. É um facto que não governa, competência do executivo, mas é o “guardião” da Constituição, que deve cumprir, fazer cumprir e, naturalmente um árbitro, independente, com “balizas” por ela bem definidas, deve ter e, marcar uma agenda, devendo ser interventivo, mas sóbrio e prudente na sua atuação, tendo sempre presente o País, a sua estabilidade “tout court”, a sua segurança, as instituições e a melhoria de qualidade de vida de todos. Na verdade, pode influenciar, não como contrapoder, mas na sua magistratura de influência com ideias, causas, projetos, conhecer bem o país, os portugueses, para com alto espírito de missão sinalizar, argumentar e contribuir com nobreza, inteligência e perspicácia para o melhor caminho …. , porque os governos “distraem-se” muito e, têm governado com omissões, erros e equívocos.

Os Candidatos, sem a excelência do passado, são bem conhecidos, o que politico/filosoficamente defendem, não defendem e, também o que não querem. São muitos, o que leva a considerar que haverá uma segunda volta, com dois a saíram de Marques Mendes apoiado pelo PSD e CDS, que teve em Cavaco Silva o seu mestre,
António José Seguro apoiado pelo PS, que muito “bebeu” no seu antigo mestre Salgado Zenha, competentes, sérios, lúcidos, com causas, ideias, agregadores, com muita experiência política, conhecedores dos seus meandros e, tudo o que isso envolve, sendo de assinalar, que alguns militantes, não acompanham o apoio formal, que lhes foi dado pelos seus partidos, Almirante Gouveia e Melo sem antecedentes políticos, descomprometido partidariamente, que se diz um “social-democrata à antiga“ e, que se tornou conhecido pela boa coordenação da “task force” das vacinas, apoiado principalmente por advindos do PS, PSD, CDS, com as mesmas qualidades intrínsecas de ambos. Ora, o que faz a verdadeira e grande diferença entre eles, é a personalidade e o estilo , mas acontece,
por coincidência, que os três disputarão a grande maioria dos seus votos no “centrão” e, suas margens alargadas. André Ventura, líder do Chega, que terá o Partido unido no seu apoio, também tem grandes probabilidades de ir à segunda volta, porque tem voto, é um candidato controverso, que tem vivido e crescido com populismo, demagogia, também com a desilusão que têm sido os partidos tradicionais, com gritante ruído, manipulação da narrativa do óbvio da “chapa 6”, a ética na política, a corupção, a imigração, os polícias, os ciganos, o Bangladesh….. cumulativamente com uma postura de evidente falta de sentido de Estado e, sua representação, também, pasme-se, ter avançado com a necessidade duma 4ª. República é , indubitavelmente, a negação do que deve ser um Presidente da República. Os outros, marcam presença, para apresentarem os seus pontos de vista politico/filosóficos e, através da contagem dos votos, saberem quanto valem e, de certa forma, segurarem o eleitorado do partido a que estão afetos.

O que vai ser decisivo no próximo dia 18 de Janeiro na escolha do próximo Presidente da República, é a consciência, a perceção/convicção dos portugueses. Na verdade, agora com mais detalhes sobre os candidatos, depois das muitas entrevistas e debates, em que houve de tudo …, logo mais esclarecidos, sobre quem são, como pensam e, que lhes indicarão, como na vida, em quem podem confiar e, com quem podem contar, que até poderá ser já, com a atribuição dum voto útil