O tradicional Almoço de Reis da Leicar, realizado a 10 de janeiro, reuniu produtores, autarcas, cooperativas, CAP e o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes.
A mensagem foi clara: estratégia, proximidade e valorização do produtor.
“Precisamos de um plano a 30–40 anos”, disse Rui Sousa, presidente da Leicar, ao deixar o alerta que há políticas públicas instáveis, burocracia excessiva, licenciamento lento e uma DGAV distante do terreno.
A presidente da Câmara, Andrea Silva, reforçou o orgulho do concelho: “Somos território agrícola: hortícolas de excelência e a melhor bacia leiteira do país.” Pediu união e confiança num ano que se antecipa difícil. Por sua vez, o presidente da CAP, Álvaro Mendonça e Moura, elogiou a evolução técnica da fileira, mas deixou o aviso: o valor acrescentado tem de chegar ao produtor e a DGAV tem de estar mais próxima.
José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura, assumiu proximidade e abriu portas à mudança: “Pedi às equipas que, antes de decidir, se coloquem no lugar do agricultor.” E anunciou: Suspensão do mecanismo europeu que iria encarecer fertilizantes, o reforço dos controlos e da reciprocidade nas importações, 15 milhões de euros para eficiência energética (painéis + baterias), 30 milhões para pastorícia extensiva e apoio mensal de 1.000€ a novos pastores, linhas de financiamento até 500 mil euros, maior peso da agricultura nos programas da CCDR-Norte e a defesa ativa da agricultura no acordo UE–Mercosul.

















