Sexta-feira, Março 13, 2026

Automobilismo português vive nova era: Fórmula E, Rally e Félix da Costa

O ano de 2026 está a desenhar-se como um dos mais marcantes na carreira de António Félix da Costa. A 14 de fevereiro, o piloto de Cascais conquistou a sua primeira vitória ao serviço da Jaguar TCS Racing, no E-Prix de Jeddah, e prepara-se agora para regressar ao Mundial de Resistência com a Alpine. Dois marcos que, separados por meses, compõem o retrato de um piloto cuja ambição transcende fronteiras entre disciplinas.

Vitória histórica pela Jaguar na Fórmula E

O triunfo no circuito de Jeddah Corniche não foi apenas mais uma vitória. Representou o fim de um jejum de quase dois anos sem subir ao lugar mais alto do pódio, desde Portland em 2024. Félix da Costa, que se transferiu da Porsche para a Jaguar no início da temporada 2025-26, precisou de apenas cinco corridas para se estrear a vencer com a equipa britânica.

A gestão energética como chave do sucesso

A corrida na Arábia Saudita ficou marcada pela inteligência estratégica. Félix da Costa foi o primeiro do grupo da frente a acionar os dois impulsos obrigatórios de Attack Mode, abrindo uma vantagem de 2,5 segundos que se revelou decisiva até à bandeirada final. Sébastien Buemi terminou na segunda posição, com Oliver Rowland a completar o pódio.

No campeonato de pilotos, Pascal Wehrlein mantém a liderança com 68 pontos, seguido por Edoardo Mortara com 62 e Rowland com 49. Félix da Costa ocupa a sétima posição com 45 pontos. A próxima ronda da Fórmula E realiza-se em Madrid, a 21 de março.

O crescente interesse dos adeptos nas provas elétricas

O crescimento da Fórmula E enquanto competição global tem atraído um público cada vez mais diversificado, com adeptos que acompanham simultaneamente várias disciplinas do automobilismo. 

Este interesse multiplataforma reflete-se na procura crescente de análises detalhadas, previsões e dados sobre os vários campeonatos em conteúdos especializados, incluindo plataformas dedicadas a mercados de apostas para corridas de Fórmula E e resistência.

A capacidade de Félix da Costa para se adaptar rapidamente a novos ambientes competitivos não constitui novidade. O piloto replicou em Jeddah o padrão que já havia demonstrado anteriormente: cinco corridas para vencer tanto na DS Techeetah, em 2019-20, como na Porsche em 2023.

Novo capítulo: Mundial de Resistência com a Alpine em 2026

Em paralelo com a campanha na Fórmula E, Félix da Costa assinou um contrato plurianual com a Alpine Endurance Team para competir no Campeonato Mundial de Resistência. O anúncio, formalizado a 21 de outubro de 2025, confirmou o regresso do português à disciplina após dois anos de ausência. O cascaense irá pilotar o Alpine A424 #35 ao lado de Charles Milesi e Ferdinand Habsburg.

O que é o WEC e por que este desafio importa

Para quem acompanha sobretudo no automobilismo de Portugal, a Fórmula E ou a Fórmula 1, o WEC apresenta características distintas que tornam a adaptação um exercício exigente:

  • Duração das corridas: As provas variam entre 6 e 24 horas, exigindo resistência física e mental muito superior às corridas de formato curto
  • Dinâmica de equipa: Cada carro é partilhado por três pilotos, obrigando a uma coordenação meticulosa entre conduções, setups e estratégias
  • Tecnologia híbrida de ponta: Os Hypercars combinam motores de combustão com sistemas híbridos sofisticados, num equilíbrio entre desempenho e fiabilidade

Nicolas Lapierre, diretor desportivo da Alpine Endurance Team, descreveu o perfil do piloto português como exatamente aquilo que a equipa procurava: “velocidade, experiência e um conhecimento profundo das corridas de resistência e das 24 Horas de Le Mans”.

Versatilidade como marca de uma carreira singular

O regresso ao WEC surge num contexto particular. A Alpine confirmou que encerrará o seu programa Hypercar no final de 2026 para concentrar os recursos na Fórmula 1. 

Este cenário confere ainda maior urgência à missão de Félix da Costa, que identificou como objetivo principal a conquista de uma vitória de prestígio na classe rainha.

A evolução do desporto português ganha assim uma nova dimensão com Félix da Costa a competir simultaneamente em dois campeonatos mundiais da FIA, provando que a versatilidade não é apenas um atributo, mas sim uma estratégia de carreira.

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