A inauguração do novo Santuário Eucarístico de Balasar, marcado para o fim de semana de 10 e 11 de outubro, está a intensificar o debate sobre as acessibilidades na freguesia poveira, que se estima que vá receber 250 mil visitantes por ano. O presidente da Junta, Marco Silva, voltou a defender que a atual rede viária não acompanha a dimensão da devoção à Beata Alexandrina, e sublinha que a procura crescente exige soluções estruturais e permanentes.
O autarca revelou que a criação de um nó de ligação à A7 já foi discutida com o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, mas que o Governo considera não existir ainda fluxo rodoviário suficiente para justificar o investimento. Marco Silva discorda e acredita que a Diocese e o próprio Município da Póvoa de Varzim podem ajudar a demonstrar o impacto real do novo santuário. D. José Cordeiro, arcebispo de Braga, também referiu a importância de o Governo olhar para o novo centro de peregrinação e o seu impacto nacional. “Apelamos à sensibilidade da tutela para que este nó de ligação à A7 seja finalmente concretizado, permitindo que a mensagem e a vivência espiritual de Balasar sejam acessíveis a todos com a dignidade e a segurança necessárias”, sublinhou o prelado.
A reivindicação é acompanhada pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, que vê na ligação à A7 uma oportunidade para melhorar a mobilidade no interior do concelho e facilitar o acesso a quem chega de Vila do Conde e de outros pontos da região.
Além da questão rodoviária, Marco Silva alerta para a necessidade de criar novos parques de estacionamento, para garantir condições adequadas para acolher os peregrinos que já hoje chegam em número muito superior à capacidade instalada. Balasar prepara-se para um ciclo de celebrações que promete reforçar a centralidade religiosa da freguesia.


