Esposende revisita trajes dos sec. XIX e XX na primeira edição de “Traj’a Norte”

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Foto: CME

Esposende prepara-se para acolher, este sábado, o “Traj’a Norte – Desfile da Indumentária do Povo do Douro ao Minho”, uma iniciativa que reúne mais de 600 participantes e mais de 60 grupos e colecionadores. O Largo Rodrigues Sampaio será o cenário de um desfile noturno que revisita formas de vestir e viver das comunidades rurais entre o final do século XIX e o início do século XX.

Apresentado na Praça do Município, o evento integra as Jornadas Europeias do Património 2026 e assume-se como uma ação de valorização do património etnográfico do território entre o Douro e o Minho. Representantes de grupos folclóricos contextualizaram o conceito desta primeira edição, sublinhando a importância de recuperar memórias, usos e costumes através do traje tradicional.

O desfile será organizado em seis quadros temáticos — O Mar, O Trabalho, A Feira, O Casamento, Trajes de Festa e Domingueiros e A Romaria — permitindo ao público compreender a relação entre indumentária, território e identidade. Saias, lenços, coletes e peças de ouro surgem como elementos que revelam histórias de trabalho, fé, celebração e pertença.

A iniciativa estende-se às ruas da cidade, com setenta estabelecimentos a participarem no concurso de montras, transformando Esposende numa exposição viva de património. A forte componente musical, com grupos locais, bombos, Zés P’reiras, Cantadeiras do Vale do Neiva e momentos de canto a cappella, reforça a ligação entre memória visual e sonora, numa abordagem inspirada no trabalho de Michel Giacometti.