A Capela Marta, fundada a 19 de março de 1951, assinalou na sexta‑feira os seus 75 anos de existência com um jantar comemorativo que reuniu coralistas, antigos elementos, entidades oficiais e várias personalidades ligadas à cultura poveira. O momento alto da celebração foi a entrega do emblema de ouro a Tomás Pontes, um dos fundadores do grupo que continua a dar voz e alma à instituição que ajudou a erguer.
Visivelmente emocionado, Tomás Pontes recordou os primeiros tempos da Capela Marta, o compromisso assumido com os colegas fundadores e a alegria de ver o grupo manter‑se vivo e renovado ao longo de décadas. “Nunca julguei, quando entrei com 13 anos, chegar aos 75 do grupo. Hoje estou feliz, muito feliz mesmo. O que prometi ao meu colega Albino ‘Pescadinha’, cumpri: a Capela Marta não acabou e continua aqui”, afirmou, sob prolongada ovação.
O maestro Tiago André Pereira, que lidera o grupo há vários anos, sublinhou o papel determinante de Tomás Pontes na preservação da identidade da Capela Marta.
“Se hoje o nome Capela Marta é falado e respeitado, é porque houve homens como ele, que acreditaram e nunca desistiram”, destacou antes de chamar ao palco antigos coralistas para homenagens surpresa.
A Câmara Municipal da Póvoa de Varzim através da presidente Andrea Silva, ofereceu à Capela Marta uma réplica da Lancha Fé, símbolo maior da identidade poveira. Na sua intervenção, a edil salientou o papel pioneiro da Capela Marta na história cultural do concelho: “Há 75 anos, antes de quase todas as instituições musicais que hoje conhecemos, já a Capela Marta afirmava a cultura poveira. A melhor forma de honrar este passado é garantir-lhe futuro, e a Capela tem sido uma extraordinária embaixadora da Póvoa dentro e fora de portas”. Reportagem alargada na edição papel de 25 de março.


