Um empresário da Póvoa de Varzim, proprietário de um stand de automóveis, é apontado pelo Ministério Público (MP) como principal rosto de uma rede de fraude ao IVA que terá lucrado mais de 3 milhões de euros entre 2016 e 2020. No total, 24 arguidos (17 pessoas e 7 empresas) que serão levados a tribunal por alegada participação no esquema. A notícia é avançada esta sexta-feira pelo JN Online.
De acordo com a acusação, a operação criminosa tinha como base a Área Metropolitana do Porto, mas é a partir da Póvoa de Varzim que o alegado líder articulava a utilização de 11 empresas de fachada para importar viaturas do espaço comunitário ao abrigo do regime de isenção de IVA.
Depois, os carros eram registados em outras empresas controladas pelo grupo e vendidos já em regime de margem, pagando imposto apenas sobre a diferença entre o valor de compra e o de venda.
Este mecanismo permitia evitar o pagamento de IVA sobre o valor total das viaturas, como determina a lei, gerando um prejuízo significativo para o Estado e um lucro ilícito para a organização.


