Incidentes no intervalo marcam jogo entre CD Póvoa e HC Turquel

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Os incidentes de violência ocorridos ao intervalo do encontro entre o Clube Desportivo da Póvoa e o Hóquei Clube de Turquel, realizado este sábado e relativo à 23.ª jornada do campeonato, estão a gerar forte polémica no hóquei em patins nacional, com ambos os clubes a emitirem comunicados. A partida terminou com vitória da formação poveira, por 10-6.

A Direção do Hóquei Clube de Turquel acusa jogadores do CD Póvoa de agressões a atletas da sua equipa no túnel de acesso aos balneários, durante o intervalo do jogo. Segundo a nota, os factos terão ocorrido “num momento e local deliberadamente escolhidos para evitar o olhar de árbitros e público”.

De acordo com o emblema de Turquel, os atletas Ezequiel Funes e Francisco Briggs foram os principais visados, tendo sofrido ferimentos que motivaram assistência médica imediata. Apesar de os acontecimentos não terem sido diretamente presenciados pela equipa de arbitragem, o HC Turquel afirma que os árbitros registaram em relatório o cenário encontrado no túnel e o estado físico dos jogadores, mencionando a presença de sangue no local.

Ainda assim, o clube sublinha que a equipa decidiu regressar ao rinque para disputar a segunda parte do encontro, “honrando o compromisso desportivo” e evitando as consequências disciplinares associadas a um eventual abandono da partida. No mesmo comunicado, o HC Turquel considera os acontecimentos como “um ato de violência gratuita e vil”, afirmando que “o que aconteceu no túnel do CD Póvoa não é hóquei, é crime”.

A Direção do clube do concelho de Alcobaça anuncia ainda a intenção de avançar com queixas-crime nas instâncias judiciais competentes, bem como recorrer aos organismos que tutelam a modalidade, exigindo uma atuação rigorosa das entidades responsáveis “em defesa da integridade física dos atletas e do bom nome do hóquei em patins”.

CDP lamenta incidentes e rejeita acusações de premeditação. Ao início da noite de domingo, o Clube Desportivo da Póvoa reagiu também através de um comunicado, no qual reafirma os seus valores históricos e manifesta repúdio por qualquer manifestação de violência. O clube poveiro considera os momentos de tensão ocorridos entre jogadores de ambas as equipas como “profundamente lamentáveis e reprováveis”.

No entanto, o CD Póvoa rejeita de forma clara qualquer tentativa de imputar responsabilidade exclusiva aos seus atletas ou de insinuar a existência de premeditação nos acontecimentos. Segundo o comunicado, esse tipo de leitura constitui “um potencial desvio grave à verdade objetiva dos factos” e não contribui para a serenidade que o desporto exige.

O clube acrescenta que a situação foi rapidamente controlada graças à intervenção imediata da equipa de segurança, não tendo havido, segundo o seu relato, qualquer escalada adicional dos incidentes. O CD Póvoa refere ainda que existem relatos e evidências de lesões por eventual agressão em atletas seus, os quais se encontram a ser analisados internamente.

A Direção poveira garante que foram já ativados os procedimentos internos para uma análise rigorosa dos acontecimentos e eventual aplicação de medidas que se revelem adequadas, reafirmando o compromisso do clube com valores como o respeito, a responsabilidade e a verdade desportiva.

Autoridades chamadas a pronunciar-se. Os factos agora relatados por ambos os emblemas deverão ser alvo de análise por parte das instâncias disciplinares e competitivas da modalidade, incluindo a Federação de Patinagem de Portugal, bem como, no caso do HC Turquel, pelas autoridades judiciais, face à intenção expressa de apresentação de queixa-crime.

O jogo acabou por concluir-se conforme o previsto, com resultado favorável ao Clube Desportivo da Póvoa, mas os acontecimentos registados fora do rinque acabaram por ensombrar um encontro que, segundo o próprio HC Turquel, decorria de forma equilibrada e sem incidentes relevantes até ao intervalo.