Infiltrações na Escola de Agro-Velho: denúncia de presidente de junta gera resposta da presidente de Câmara

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Humidade nas paredes, infiltrações no teto e baldes espalhados pelos corredores para aparar a água da chuva, assim está a Escola Básica de Agro-Velho, em Aver-o-Mar, que acolhe diariamente cerca de 200 crianças. O estado do edifício desencadeou um desentendimento público entre a presidente da Junta, Ana Rita Sencadas, e a presidente da Câmara, Andrea Silva.

Ana Rita Sencadas, decidiu tornar pública a situação, na quarta-feira, classificando-a como “inadmissível”. A autarca afirma que confirmou no local aquilo que já lhe vinha a ser relatado por pais e funcionários. “As paredes apresentam níveis elevados de humidade, há infiltrações constantes e recipientes espalhados para recolher a água da chuva. Não é aceitável que uma escola funcione nestas condições”, escreveu nas redes sociais.

A jovem presidente considera que estas condições “não podem ser toleradas numa freguesia do nosso país em pleno século XXI” e sublinha que Aver-o-Mar é uma das freguesias que mais IMI paga no concelho. Recorda ainda que o lugar de Agro-Velho tem sido palco de forte crescimento urbanístico, gerando receitas significativas para a Câmara Municipal, mas que, na sua perspetiva, “esse investimento não chega às pessoas”.

A resposta da presidente da Câmara, Andrea Silva, surgiu pouco depois na mesma publicação. A autarca diz ter recebido “com perplexidade” o post da presidente da junta e lembra que o assunto já tinha sido discutido e analisado entre ambas numa chamada telefónica nesse mesmo dia. Garante ainda que as infiltrações estão identificadas e a ser acompanhadas pelos serviços municipais, pelo Agrupamento e pela comunidade educativa.

Andrea Silva garante que existe uma intervenção prevista e que a obra avançará “assim que as condições o permitam”. Sublinha ainda que a Câmara “não ignora nem desvaloriza” situações que afetem a segurança das crianças e critica a exposição pública feita pela presidente da Junta. “A divulgação de problemas que estão identificados, orçamentados e em acompanhamento apenas gera ruído desnecessário”, afirma.