O Envelhecimento e a Fisioterapia – opinião de Tiago Maia

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A cada vez maior consciencialização para o bem-estar físico e psicossocial, faz com que as pessoas assumam os cuidados de saúde como uma realidade constante nas suas vidas e não apenas como uma área à qual se recorre quando apresentam problemas de saúde. Entre as diversas áreas de saúde, debruçamo-nos hoje sobre a Fisioterapia cuja intervenção reside na procura do bem-estar pela prevenção, reabilitação e promoção de hábitos de vida saudáveis no que à motricidade diz respeito. A abrangência desta área assegura cuidados desde uma fase pré-natal, na fase infanto-juvenil, na idade adulta assim como no acompanhamento progressivo do envelhecimento. 

Ao processo de envelhecimento estão associadas perdas funcionais e estruturais no corpo humano, o que por si só se torna um desafio constante para os indivíduos, que com o passar dos anos se percecionam mais suscetíveis a adversidades que naturalmente ou acidentalmente vão surgindo. 

A inatividade física surge-nos atualmente como um dos fatores que mais contribuem para o surgimento e desenvolvimento de diversas doenças e por consequência para um aumento da mortalidade. A procura por uma melhoria da qualidade de vida faz com que a Fisioterapia atue junto dos idosos como um meio de os capacitar, mantendo-os ativos, saudáveis e autónomos de modo a vivenciarem da melhor forma as suas vidas. 

A prática regular de exercício físico adequado e orientado por profissionais na área da fisioterapia, tendo sempre em conta as limitações físicas dos pacientes, permite-nos preservar as capacidades motoras de cada indivíduo, adiando o surgimento de incapacidades e assim assegurarmos uma melhor qualidade de vida. 

Apesar de ser reconhecido pelo senso comum que a prática de exercício físico regular oferece benefícios inquestionáveis a nível da saúde dos idosos, a mesma deverá sempre ser realizada e orientada de forma individual, pois as caraterísticas específicas de cada pessoa (quer em indivíduos saudáveis, quer em indivíduos portadores a alguma limitação ou doença) exigem a utilização de estratégias apropriadas à realidade de cada um. 

Assim sendo o tipo de exercício físico, assim como a sua frequência, intensidade e duração deverão ter sempre em atenção o estado de saúde do idoso e os fatores de risco que apresenta, assim como os objetivos pessoais, associados a uma orientação atenta do fisioterapeuta. 

O envelhecimento é uma das maiores conquistas da humanidade quando o conseguimos viver plenamente, a fisioterapia nas suas infindáveis valências é a ferramenta ideal para fazer com que os desafios próprios desta bela idade se transformem em superações constantes. Lembremo-nos acima de tudo que nunca é tarde demais para Recomeçar.