O ciclista poveiro Rui Costa anunciou esta sexta-feira, através das redes socias, o fim da sua carreira profissional, aos 39 anos, encerrando um percurso de 17 temporadas marcadas por conquistas históricas e um legado ímpar no ciclismo português.
“Chegou a hora de me retirar. De usufruir da companhia dos meus, de estar presente nos pequenos grandes momentos e de viver com calma o que tantas vezes ficou adiado”, escreveu Rui Costa, num discurso emocionante onde agradeceu às equipas que representou, à Federação e à Seleção Nacional.
Natural de Aguçadoura, Póvoa de Varzim, Rui Costa iniciou a sua carreira profissional em 2007, ao assinar contrato com o Benfica. Desde então, construiu um palmarés notável, tornando-se uma referência incontornável do ciclismo nacional e internacional, com um destaque especial para o título mundial de 2013, uma vitória histórica que o tornou, até hoje, o único português a alcançar esse feito.
Rui Costa despede-se como um dos maiores nomes da história do ciclismo português, deixando uma marca indelével no desporto nacional. “Fui um abençoado por viver o meu sonho, por vencer, por cair e levantar, e por ter sempre o meu anjinho da guarda comigo em cada curva da estrada”.
Entre os seus maiores feitos destacam-se: três títulos consecutivos na Volta à Suíça (2014, 2015 e 2016) e os três títulos de campeão nacional de estrada (2015, 2020 e 2024). O ciclismo português perde hoje um verdadeiro campeão.



