O poveiro Aurelino Costa (na foto, 2º a contar da direita) participou no primeiro da 27.ª edição das Correntes d’Escritas com a apresentação do novo livro Cinzas & Sudário, numa sessão realizada na Sala de Ensaios do Teatro Garrett. Perante uma sala cheia, o poeta destacou a presença da presidente da Câmara, Andrea Silva, e homenageou Luís Diamantino, antigo autarca e figura central na história do festival.
O autor evocou memórias literárias e afetivas, recordando amizades marcantes como Daniel Mordzinski, Luis Sepúlveda e Germano Almeida. Revisitou ainda as suas origens em Argivai e o primeiro contacto com a poesia, defendendo-a como território de metáfora, memória e resistência.
Aurelino Costa sublinhou o papel da Póvoa de Varzim como casa literária e lembrou episódios decisivos para a vida cultural da cidade, como a reabertura simbólica do Diana Bar em 2000. Cinzas & Sudário, editado pela Poesia Farta, reúne infância, espiritualidade e reflexão democrática, num livro que o autor descreve como “feito de corpo”.
A sessão terminou com agradecimentos emocionados à família, aos amigos e à companheira Isolina, presença essencial na sua vida e obra. Foto CMPV.


