A Área Metropolitana do Porto (AMP) vai reunir ao longo deste ano com os municípios costeiros para avaliar a gestão das populações de gaivotas, num processo que envolve diretamente a Póvoa de Varzim e Vila do Conde. O objetivo passa por atualizar o ponto de situação e reforçar a aplicação conjunta do plano de ação definido em 2022.
Segundo a AMP, os cinco concelhos costeiros, entre os quais Póvoa de Varzim e Vila do Conde, têm seguido orientações comuns assentes em quatro linhas principais. Entre as medidas já aplicadas constam a limitação da alimentação de animais errantes, a instalação de dispositivos dissuasores em edifícios públicos, a remoção de ninhos mediante autorização do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e ações de sensibilização junto da população e das escolas.
No caso da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde, a gestão de resíduos urbanos surge como fator decisivo. A AMP considera essencial reduzir a disponibilidade de alimento, através do reforço da recolha de lixo, da melhoria das condições dos contentores e da diminuição de resíduos deixados na via pública. A aposta em contentores de biorresíduos com acesso condicionado ou recolha porta a porta integra esta estratégia.
O plano assume caráter plurianual, com intervenção concentrada na época reprodutora das aves, entre abril e junho. O modelo prevê um ciclo anual que inclui preparação, execução e avaliação das medidas adotadas. As reuniões previstas ao longo do ano visam harmonizar práticas e melhorar a resposta coordenada, com impacto direto nos territórios da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde.


