“Clube de Caçadores foi fundamental no desenvolvimento e ordenamento do território” (fotos)

Há quase 25 anos, o Clube de Caçadores nascia na Estela. Criado de caçadores para caçadores, o clube surgiu “com o objetivo da caça. Depois da construção da sede, já não”, como explica Paulo Almeida. O presidente comenta que os anos ajudaram o clube a evoluir, e que, nos últimos tempos, apostava numa temática mais cultural e recreativa. Desde o ano passado, no entanto, a atividade tem sido quase nula.

Foi a 5 de novembro de 1996 que o Clube de Caçadores da Estela foi criado. Paulo Almeida relembra que, “nessa altura, tiveram um papel fundamental no desenvolvimento e ordenamento do território no concelho”, isto porque houve “alterações introduzidas no panorama cinegético nacional e na legislação sobre a caça e projeto de ordenamento”.

Viu-se necessário, por isso, criar uma Zona de Caça Municipal. “Foi um grande projeto na altura, em 2008”, comenta o presidente do Clube. Adianta ainda que a Zona é gerida pelos dois grupos de caçadores do concelho, o grupo da Estela e o de Terroso.

Mas o momento mais “marcante” do clube, para Paulo Almeida, foi “o lançamento da primeira pedra para a construção da sede, no dia 21 de março de 2009”. A razão é simples: a sede “foi um sonho que se tornou realidade em pouco tempo”. O projeto implicou um esforço conjunto, como diz Paulo, foi “graças ao empenho dos associados, empresas locais e da autarquia”. E, assim que a obra terminou, o clube renasceu. “Foi o início de uma grande história”.

Desenvolvimento é fruto “de um trabalho árduo dos corpos sociais”

Depois de construída a sede, há cerca de 10 anos, “o grupo de caçadores ficou mais virado para a parte cultural, recreativa, desportiva”, explica o presidente. No entanto, a caça nunca ficou esquecida, clarifica, visto que “é o principal objetivo do grupo”.

O desenvolvimento do Clube, através “de um trabalho árduo dos corpos sociais”, permitiu a existência de iniciativas fora do propósito inicial. Na última década, “além das atividades normais”, associadas à caça, foram promovidos vários eventos, de acordo com Paulo Almeida: colóquios, “em que estiveram presentes várias figuras do nosso país e do Estado”, formações, palestras e esclarecimentos.

De resto, existem “as atividades anuais quase obrigatórias”, como “os convívios, passeios e jantares dos associados, os torneios de cartas, a participação dos Dias do Parque, a concentração de motas antigas, a participação no Dia da Freguesia da Estela”, enumera Paulo. E, relativamente à caça, não esquece “a vacinação dos canídeos, não só dos caçadores, mas também de todos os que vivam perto” e “o torneio para os sócios caçadores no Campo de Tiro de S. Pedro de Rates”.

Todas estas atividades são pensadas para os “cerca de 300 sócios”, esclarece o presidente do Clube. Porém, com a chegada da pandemia, não têm acontecido.

Entrevista completa na edição papel de 7 de abril. Fotos de arquivo e antes da pandemia