A história de Luís Igreja no mundo dos livros começou sem grandes planos, mas rapidamente se transformou numa vida inteira dedicada ao alfarrabismo. Recorda que tudo nasceu de forma simples, quase improvisada: “Foi Basicamente por uma questão de necessidade. Tinha de estudar alguma coisa e tentar aliar alguma coisa que gostasse com a profissão. Comecei a comprar e vender na internet quase por brincadeira e depois decidi abrir”.
Natural da Póvoa de Varzim, Luís tornou-se uma figura conhecida na Travessa da Senra, onde mantém o seu espaço ligado ao comércio de livros usados. Para além disso, é também colecionador e orientador de projetos desportivos, dividindo a vida entre o universo dos livros e o dinamismo do futebol local.
A sua primeira loja chamava-se Livros e Coleções, nome que refletia bem o espírito do espaço. Hoje, já não mantém porta aberta, mas continua a trabalhar num pequeno posto dos Correios, onde vende livros e algum colecionismo. Luís admite que, agora, fá-lo sobretudo por gosto: “Tenho um espaço aberto dos Correios onde trabalho um bocadinho colecionismo, mas quase por prazer, não como profissão.” Como ele próprio resume, ser alfarrabista “é mais um gosto que um negócio”.
Este texto faz parte de um artigo publicado da edição de 19 de fevereiro no jornal MAIS/Semanário, que pode ler na íntegra na edição digital (PDF).
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