Varzim diz “basta” e exige transparência sobre o VAR na Liga 3 após derrota no Restelo

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O Varzim Sport Club quebrou este domingo o silêncio e publicou um comunicado contundente no qual acusa o sistema de arbitragem da Liga 3, em particular o VAR, de o ter voltado a prejudicar, desta vez no jogo frente ao Belenenses, disputado no Restelo e que terminou com derrota poveira por 3-2, partida que segundo o Varzim, foi marcada por dois lances que entende terem tido “impacto direto no resultado final”.

Sem mencionar em detalhe os lances, o clube aponta ao VAR e à equipa de arbitragem falhas intoleráveis e afirma que os incidentes da época passada “repetem-se, com contornos cada vez mais graves”. A direção, liderada por Ricardo Nunes, afirma que os erros cometidos na partida de sábado atingiram “o expoente máximo” de uma sequência de episódios que considera “graves e inaceitáveis”, levando o clube a declarar publicamente que a sua paciência “esgotou”.

No comunicado, o Varzim assume um tom frontal e coloca um conjunto de questões às entidades responsáveis, exigindo explicações sobre: A suficiência dos meios tecnológicos do VAR na Liga 3; As diligências feitas pela FPF e pelo Conselho de Arbitragem para assegurar essas condições; A capacitação dos árbitros designados para jogos com vídeoárbitro; As métricas utilizadas para avaliar essa capacitação e a competência e experiência dos árbitros escolhidos para a fase de campeão da Liga 3.

O Varzim lembra que a atual direção tomou posse em junho de 2024 e que, desde então, tem procurado manter “uma postura de cooperação com todas as entidades” do futebol português, incluindo a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e o Conselho de Arbitragem. Contudo, refere que ao longo da época 2024/2025 se sentiu “bastante prejudicado por diversas equipas de arbitragem”, além de “atacado” quando o seu estádio foi interditado por um jogo numa decisão que classifica como “surreal”.

O clube lamenta ainda que a FPF não tenha respondido ao convite institucional para a Gala dos 109 anos, considerando esse silêncio como um sinal de desrespeito. Apesar disso, diz o Varzim, a direção optou por manter uma postura de cordialidade, postura essa que, segundo o comunicado, termina agora.

Apesar da revolta, o Varzim afirma que não pretende esconder as suas próprias responsabilidades nas recentes derrotas e garante que a reflexão interna seguirá os trâmites normais. No entanto, deixa um aviso claro: se os episódios que classifica como prejudiciais se mantiverem, o clube ponderará “outro tipo de protesto”, a anunciar oportunamente. O comunicado termina com uma palavra forte e simbólica: “Basta!”