Renovação em aberto e autocrítica marcam antevisão de Capucho ao jogo frente Trofense

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Foto: Varzim SC

A dois meses do fim do contrato, Nuno Capucho voltou a deixar o futuro em aberto na antevisão ao jogo com o Trofense, sublinhando que a continuidade dependerá da avaliação do trabalho “e ver qual é que foi a evolução da equipa até ao momento, isso para mim é muito mais importante. Depois vemos o resto.”

O treinador reconheceu que o Varzim não deu o salto qualitativo que esperava nesta fase de apuramento de campeão e assumiu responsabilidade direta pelo momento atual: “A responsabilidade é minha. Eu pensava que a equipa tinha margem de evolução, e acho que tem, mas isto só funciona se o coletivo for forte.”

Capucho voltou a admitir que a equipa tem oscilado entre momentos de organização e fases de intranquilidade, sobretudo no processo defensivo. “A nossa equipa não deu o passo de evolução. Oscila entre a organização defensiva e ofensiva, não temos estado muito bem nas duas vertentes”, reconheceu.

O Varzim desloca‑se este sábado, às 19h, ao terreno do Trofense, numa altura em que tenta travar a sequência de maus resultados. Para Capucho, o adversário é “uma equipa com bons jogadores, bem organizada” e capaz de discutir qualquer jogo. O treinador pediu fim às “pequenas lamúrias” e voltou a sublinhar que tudo passa por corrigir detalhes: “Se nós limarmos pequenos detalhes, temos muito mais possibilidades de discutir o resultado.”

O técnico recordou que, no último encontro com o Trofense, o Varzim foi “seguro” e “não teve nenhum tipo de problemas”, mas admitiu que o contexto agora é diferente. A equipa chega intranquila, “sobretudo no momento defensivo”, e continua a falhar na hora de transformar ascendente em golo: “Quando a equipa está intranquila, aparecem momentos em que surge um ou outro jogador, nunca aparece o coletivo.”