CHEGA de Vila do Conde exige demissão coletiva de eleitos do PS na Junta

0
92

A Comissão Política Concelhia do Chega de Vila do Conde tornou pública uma posição crítica face ao comunicado pelo presidente da concelhia do Partido Socialista (PS) e presidente da Câmara Municipal, Vítor Costa, sobre as suspeitas que recaem sobre o presidente da Junta de Freguesia de Vila do Conde, Isaac Braga.

Em reação, o Chega considera que a responsabilidade pelos alegados factos não pode ser circunscrita apenas ao presidente da Junta, defendendo que toda a estrutura socialista na freguesia deve ser responsabilizada. “Não é credível, nem aceitável, que agora seja exigida apenas a saída do presidente da Junta enquanto os restantes eleitos socialistas se mantêm nos seus cargos como se de nada soubessem”, refere o comunicado, classificando essa possibilidade como “profundamente desonesta” para com a população.

A estrutura local do CHEGA recorda ainda que já tinha denunciado alegadas irregularidades na gestão autárquica antes mesmo das últimas eleições, acusando o atual executivo socialista de ter mantido “um silêncio cúmplice durante anos”. Nesse sentido, critica a posição agora assumida por Vítor Costa, que exige a demissão imediata de Isaac Braga, considerando tratar-se de “oportunismo político”.

“O PS tenta agora fazer-se passar pelo guardião da transparência”, aponta o CHEGA, acrescentando que “condenar hoje o que se tolerou ontem não é coragem”. No mesmo documento, o partido contesta também as acusações de populismo feitas pelo PS, devolvendo a crítica ao presidente da Câmara Municipal. O Chega acusa Vítor Costa de promover uma política de proximidade assente em eventos financiados com recursos públicos, referindo-se concretamente a iniciativas festivas e ações junto da população.

“Existirá maior populismo do que usar o erário público para comprar simpatia eleitoral?”, questiona a estrutura concelhia, sublinhando que as “lições do PS em matéria de populismo são dispensadas”. Perante o contexto, o CHEGA vai mais longe e exige a renúncia imediata de todos os eleitos do PS na Junta e na Assembleia de Freguesia de Vila do Conde, argumentando que todos os que exerceram funções ao longo do período em análise devem assumir responsabilidades políticas.

Além disso, o partido pede a intervenção das autoridades judiciais e de fiscalização financeira. Concretamente, solicita que o Ministério Público e a Inspeção-Geral de Finanças avancem “de imediato” com uma auditoria à gestão financeira da Junta de Freguesia nos últimos oito anos, incluindo as transferências provenientes da Câmara Municipal.