Campanha “Taxa Zero ao Volante” expõe aumento de 50% nos feridos graves

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O balanço da campanha “Taxa Zero ao Volante”, divulgada pela ANSR, GNR e PSP, confirma que a condução sob efeito de álcool continua a ser um dos principais fatores de risco nas estradas portuguesas. Entre 18 e 24 de agosto, as forças de segurança fiscalizaram mais de meio milhão de veículos e realizaram 37 mil testes de álcool, dos quais 788 deram positivo. A taxa de infração, de 2,1%, mantém-se acima dos valores registados em 2025, reforçando a necessidade de campanhas contínuas de prevenção.

A operação decorreu com especial incidência nos distritos de Beja, Bragança, Leiria e Lisboa. Embora a campanha não tenha incluído ações específicas na Póvoa de Varzim e em Vila do Conde, os resultados de âmbito nacional têm impacto direto na perceção de risco e no policiamento local, onde as autoridades mantêm operações regulares de fiscalização e controlo.

Durante a semana da operação, registaram-se 2 876 acidentes em território nacional, que resultaram em 10 vítimas mortais, 60 feridos graves e 948 feridos leves. No Continente, onde se concentra a maior parte da circulação rodoviária, ocorreram 94% dos acidentes e a totalidade das vítimas mortais. A comparação com o período homólogo de 2025 revela uma tendência mista: se por um lado houve uma redução no número de mortes, por outro registou-se um aumento expressivo de 50% nos feridos graves.

No combate à sinistralidade, a GNR registou a maioria das ocorrências (64%), somando sete vítimas mortais e 51 feridos graves. Por sua vez, a PSP contabilizou 36% dos acidentes, três vítimas mortais e nove feridos graves.

Paralelamente à fiscalização, a campanha sensibilizou 642 condutores através de mensagens diretas de consciencialização, tais como “Se beber, não conduza” ou “Respire vida, sopre zero”, visando contrariar comportamentos de risco que continuam a provocar acidentes graves.

Com mais três campanhas previstas até ao final do ano, o Plano Nacional de Fiscalização mantém o foco nos temas críticos: velocidade, álcool, dispositivos de segurança, telemóvel e veículos de duas rodas, integrando ainda um novo eixo dedicado aos utilizadores vulneráveis. A mensagem central permanece inalterada — a sinistralidade rodoviária não é inevitável e depende, sobretudo, de escolhas responsáveis ao volante.