Chumbo de contas inédito na Junta de Freguesia de Vila do Conde

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A Assembleia de Freguesia de Vila do Conde rejeitou, esta quarta‑feira, a conta de gerência de 2025 apresentada pelo executivo de Isaac Braga, num resultado inédito que expôs a perda de apoio interno do PS, partido que detém maioria absoluta no órgão. O documento foi chumbado com os votos contra da coligação PSD/CDS e do Chega, enquanto nove eleitos socialistas optaram pela abstenção. Apenas três membros do PS votaram a favor.

O mesmo desfecho repetiu‑se na votação da primeira revisão orçamental e do inventário de bens, acentuando o isolamento político do presidente da Junta. A oposição justificou o voto com a alegada falta de acesso a documentação essencial, incluindo extratos bancários, e anunciou o envio do processo para o Tribunal competente e para a Inspeção‑Geral de Finanças.

A sessão ficou ainda marcada pela aprovação de um voto de protesto devido ao atraso na entrega do relatório dos direitos da oposição, situação que voltou a contar com abstenções decisivas do PS.

O ambiente tenso e as críticas internas deixaram à vista uma possível divisão entre Isaac Braga e a estrutura socialista local, num momento em que o autarca enfrenta também questões relacionadas com a sua declaração à Entidade para a Transparência.