Combustíveis sobem para máximos históricos apesar da queda do petróleo

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Foto: DR

Os combustíveis deverão atingir novos valores recorde na próxima semana, com o gasóleo a subir 6,5 cêntimos por litro e a gasolina cinco cêntimos, segundo estimativas da ANAREC. Mesmo com o “travão” aplicado pelo Governo ao ISP, que reduz a subida em dois cêntimos no gasóleo e 1,5 na gasolina, o impacto será expressivo nas bombas de gasolina.

Atualmente, em média, o gasóleo simples custa 2,157 euros por litro e a gasolina 95 está nos 2,068 euros, de acordo com a DGEG. Se as previsões se confirmarem, o gasóleo aproximar‑se‑á dos 2,22 euros por litro, enquanto a gasolina ultrapassará os 2,11 euros, atingindo máximos históricos que reforçam a tendência de súbida sentida ao longo dos últimos meses.

A subida acontece num contexto paradoxal: o petróleo Brent recuou para valores pouco acima dos 100 dólares, depois de ter rondado os 120 no final de abril. A pressão sobre os combustíveis resulta sobretudo das cotações dos produtos refinados, que têm disparado devido à instabilidade no Médio Oriente e à guerra na Ucrânia, fatores que afetam a capacidade de refinação e reduzem a oferta disponível.

É esta evolução que explica porque os preços podem aumentar mesmo quando o petróleo desce: o custo do produto refinado segue uma dinâmica própria, frequentemente mais volátil. Nos últimos seis meses, os combustíveis em Portugal registaram cerca de 20 subidas e 10 descidas, destacando-se vários aumentos superiores a dez cêntimos por litro, um padrão que volta agora a repetir‑se.