Luta contra a Paramiloidose relembrada em dia comemorativo

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A Associação Portuguesa de Paramiloidose, a Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim e a Câmara Municipal voltaram a assinalar o Dia Nacional de Luta Contra a Paramiloidose (16 de junho). No dia anterior, membros das entidades prestaram uma homenagem a Corino de Andrade, médico investigador que descreveu a doença pela primeira vez.

A cerimónia teve lugar no Largo das Dores, junto ao busto de Corino de Andrade, e lembrou os doentes falecidos e os que ainda lutam contra esta doença, que “afetou muito aqui a nossa localidade, Póvoa de Varzim, e Vila do Conde também”, apontou a vereadora Andrea Silva.

Carlos Figueiras, presidente da Associação, apontou que a Póvoa de Varzim e Vila do Conde continuam os locais de foco da doença, contudo “tem-se trabalho muito” na luta contra a mesma. “Até 1992 todos os doentes morriam”, contudo, a investigação e o desenvolvimento de tratamentos têm salvado “muita gente”.

“Temos desde 2013 o [medicamento] tafamidis. Há doentes que ainda estão a tomar o tafamidis com ótimos resultados, há outros em que o tafamidis não faz absolutamente nada. Mas já há novos medicamentos. Um deles é o patisiran, que um medicamento que tem ajudado nossos doentes a durar muitos anos. É um medicamento jovem e espero que dure ainda mais anos”, disse.

Para além disso, há um outro medicamento, aprovado pelo Infarmed, que já está a ser tomado por doentes de Lisboa”, mas aqui no Norte não. Por isso mesmo, a associação já tomou as medidas. O país é uno. Nós somos todos iguais e, por conseguinte, se há um medicamento no Algarve ou em Lisboa ou em Trás-os-Montes, também tem de haver no Porto e noutras cidades portuguesas. Somos todos iguais”.

Este texto faz parte de um artigo publicado esta semana no jornal MAIS/Semanário, que pode ler na íntegra na edição digital (PDF).