Ramiro Ferreira, de Vila do Conde, e Ricardo Pinto, de Guimarães, foram os vencedores, ex aequo, da edição de 2026 do Concurso Jovens Artesãos – Prémio Crédito Agrícola, iniciativa integrada na 48.ª Feira Nacional de Artesanato de Vila do Conde, que decorre nos Jardins da Avenida Júlio Graça, até 9 de agosto.
O júri decidiu atribuir o primeiro prémio às obras “Origens”, de Ramiro Ferreira, e “Origo”, de Ricardo Pinto, reconhecendo a elevada qualidade das duas propostas. Na fundamentação da decisão, tomada por unanimidade, os jurados destacaram que ambas as peças “evidenciam um exímio domínio técnico, elevada qualidade estética e um sólido fundamento conceptual, distinguindo-se pelo rigor da execução e pela contemporaneidade da sua abordagem”.
Além dos vencedores, foram ainda atribuídas duas menções honrosas a trabalhos que se destacaram pela criatividade e pela valorização das técnicas artesanais tradicionais. Hugo Preto Nobre foi distinguido pela obra “Saco de Burel”, uma peça que conjuga duas técnicas tradicionais numa interpretação contemporânea, enquanto Sara Rita Ribeiro recebeu uma menção honrosa por “O Dom da Artesania”, trabalho em cerâmica que reinterpreta motivos do bordado tradicional, criando uma ponte entre património cultural, identidade e expressão artística contemporânea.
Promovido no âmbito da Feira Nacional de Artesanato, o concurso tem como principal objetivo incentivar a criatividade das novas gerações de artesãos, valorizando a inovação baseada nos saberes tradicionais e contribuindo para a preservação e renovação do artesanato português através de novas linguagens e abordagens criativas.


