Um grupo de 29 trabalhadores da Varzim Lazer subscreveu uma carta aberta na qual se distancia das denúncias recentemente tornadas públicas sobre a empresa municipal e rejeita que exista uma pessoa legitimada para falar em nome de todos os funcionários. O documento foi entregue na terça-feira à administração da empresa e foi remetido ao MAIS/Semanário pelos seus promotores.
A tomada de posição surge num momento em que a Varzim Lazer continua envolvida numa polémica relacionada com alegadas situações de assédio moral laboral denunciadas por um grupo de trabalhadores. Recorde-se que um representante dos trabalhadores, acompanhado por cerca de dez funcionários da empresa municipal, esteve na reunião de 21 de julho do executivo da Câmara, onde anunciou que fez uma queixa-crime junto do Ministério Público, com denúncias de ameaças, perseguições e intimidações no local de trabalho por parte da antiga diretora do Pavilhão Municipal. Na participação são apontadas responsabilidades ao presidente do Conselho de Administração da empresa e da Câmara Municipal de encobrirem o caso.Agora, através da carta aberta intitulada “Não em meu nome”, os 29 subscritores afirmam não se rever nas acusações divulgadas nem autorizarem que o seu nome seja associado às mesmas. “Não nos revemos nessas acusações, nem admitimos que o nosso nome seja associado a este tipo de denúncias sem o nosso consentimento”, pode ler-se no documento.
Os trabalhadores referem ainda que alguém tem participado em reuniões da Assembleia Municipal e mantido contactos com órgãos de comunicação social invocando representar os funcionários da empresa, algo que rejeitam. “Os signatários desta carta não conferiram qualquer mandato, verbal ou escrito, a essa pessoa, nem se reveem nas declarações que em nosso nome têm sido feitas”, afirmam.
Apesar de recusarem associar-se às denúncias, os autores da carta sublinham que não pretendem pronunciar-se sobre situações reportadas por outros colegas, defendendo apenas que quaisquer alegações devem ser apuradas pelas entidades competentes através dos mecanismos legais adequados.
No documento, os trabalhadores manifestam também preocupação com os impactos da controvérsia na imagem da empresa municipal. “A maioria dos trabalhadores mantém a posição de sempre: orgulhamo-nos da missão da Varzim Lazer, uma empresa municipal de promoção de saúde e bem-estar, que desempenha um papel social e de saúde pública imprescindível para a população da Póvoa de Varzim”, escrevem os signatários. Pode ler a seguir a Carta Aberta.


