A Guarda Nacional Republicana fiscalizou perto de 11 mil caçadores e efetuou 133 detenções por caça ilegal durante a operação “Artémis 2025/2026”, realizada entre 17 de agosto de 2025 e 28 de fevereiro de 2026. A ação, conduzida pelo Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), teve como objetivo garantir o cumprimento das normas de conservação e proteção dos recursos cinegéticos em todo o território nacional.
Ao longo do período operacional, a GNR fiscalizou 10 751 caçadores e detetou 136 crimes, a maioria relacionada com o exercício da caça em locais proibidos ou sem autorização. Setenta detenções ocorreram por caça em terrenos não cinegéticos, áreas condicionadas ou zonas de caça sem acesso legal. Outras 32 resultaram do incumprimento de normas de conservação da fauna, sobretudo no que diz respeito à proteção de espécies cinegéticas.
A operação originou ainda 345 contraordenações, destacando-se 91 por falta de documentação obrigatória durante o exercício da caça, 75 por transporte irregular de armamento e 61 por infrações cometidas por entidades gestoras de zonas de caça. No total, foram realizadas 232 apreensões, incluindo documentos, armas e espécies cinegéticas, além de outras apreensões diversas.
Os dados revelam também a amplitude territorial da operação, com fiscalizações em zonas de caça associativas, municipais, turísticas e em terrenos não ordenados, bem como em ações de controlo durante o transporte de armamento e espécies. No conjunto, foram registadas 1 362 apreensões relacionadas com diferentes contextos da atividade cinegética.


