Rede de tráfico de armas com membros da Póvoa de Varzim e Vila do Conde

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Foto: freepik

O Ministério Público do Porto acusou 16 pessoas, 15 homens e uma mulher, de crimes de tráfico de armas cometidos entre 2020 e 2021. Entre os arguidos identificados no processo estão residentes na Póvoa de Varzim e em Vila do Conde, concelhos apontados como parte da área de atuação do grupo.

A investigação, conduzida pela Polícia Judiciária do Porto, apurou a existência de uma rede dedicada à aquisição e venda de armas fora do circuito legal. Segundo a acusação, o grupo operava a partir de vários concelhos do Norte, incluindo a Póvoa de Varzim e Vila do Conde.

De acordo com o Ministério Público, a rede era liderada por dois arguidos residentes em Braga, que coordenavam os negócios nos vários concelhos, para obter armas e encontrar compradores. A PJ detetou a comercialização de dezenas de armas a cidadãos, entre pistolas, revólveres, carabinas e espingardas. Foram ainda transacionados detonadores, pólvora, facas, soqueiras, aerossóis lacrimogéneos e coldres. O objetivo passava pela obtenção de vantagens patrimoniais, com repartição dos lucros entre os elementos do grupo.

Na operação policial que levou ao desmantelamento da rede, foram apreendidas mais de cem armas de diferentes tipologias e milhares de munições. A maioria não tinha registo legal ou apresentava calibres classificados como de guerra. As buscas permitiram ainda a apreensão de cerca de 17 mil euros em numerário numa das residências associadas aos principais arguidos.

O Ministério Público listou 13 inspetores da Polícia Judiciária do Porto como testemunhas do processo. A acusação promove também que várias armas com caraterísticas especiais, incluindo armas disfarçadas e de fabrico artesanal, sejam declaradas perdidas a favor do Estado e afetas à Polícia Judiciária da Diretoria do Norte.