Bispos não querem cemitérios fechados no Dia de Todos os Santos

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) pediu na segunda-feira  que os cemitérios se mantenham abertos nos dias de Todos os Santos e de Todos os Fiéis Defuntos, a 1 e 2 de novembro, desde que asseguradas as condições de segurança.

“São dias intensamente sentidos pela piedade dos fiéis católicos do nosso país, que neles fazem uma romagem de fé e esperança aos cemitérios onde repousam os restos mortais dos seus entes queridos”, apelou a CEP.

“É certo que não depende da Igreja a gestão da grande maioria dos cemitérios nacionais. Confiamos, porém, que as autarquias e entidades que os tutelam saberão interpretar as exigências do bem comum encontrando um justo, mas difícil equilíbrio entre os imperativos de proteger a saúde pública e o respeito pelos direitos dos cidadãos”, lê-se na mesma nota, em que os bispos recordam ainda: “Não se adoece apenas de covid-19. A impossibilidade de exprimir de forma sensível e concreta saudades e afetos também é causa de sofrimento e de doença, por vezes grave e até mortal”.

A CEP reconhece que “dado o estado atual da pandemia, é sensato que se imponham medidas suplementares de proteção, como a obrigatoriedade do uso de máscaras e o controlo do número de visitantes”, “estabelecendo um limite máximo, conforme a dimensão dos espaços”. Mas, reitera, “não seria apropriado o encerramento completo dos cemitérios”.

Foto arquivo José Alberto Nogueira