CDS acusa PS de “manter‑se agarrado ao poder” e defende eleições intercalares em Vila do Conde

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O CDS‑PP de Vila do Conde reagiu ao comunicado divulgado esta quarta‑feira pelo Executivo socialista da Junta de Freguesia de Vila do Conde, onde acusa os socialistas de tentar “esconder responsabilidades políticas” na sequência das suspeitas reveladas pela investigação da RTP sobre o uso de verbas públicas para despesas pessoais. O caso levou à renúncia de Isaac Braga e à abertura de um inquérito pelo Ministério Público.

Para os centristas, o comunicado do PS representa “uma tentativa de controlo de danos políticos”, sem assumir de forma clara a responsabilidade pela situação que, afirmam, “não poderia ser desconhecida” pela estrutura socialista. O CDS sublinha que, sem a investigação jornalística, “os vilacondenses continuariam sem saber da verdadeira dimensão dos factos”.

O partido critica ainda a atuação dos eleitos socialistas na recente Assembleia de Freguesia extraordinária, que terminou em clima de tensão e acusam o PS de tentar interromper os trabalhos “num momento em que a oposição defendia o apuramento integral das responsabilidades políticas e institucionais”.

Face ao que considera ser a ausência de um “verdadeiro sinal de responsabilidade política” por parte do atual Executivo, o CDS‑PP defende que a solução “mais séria e transparente” passa pela convocação de eleições intercalares, afirmando que o PS optou por “manter‑se agarrado ao poder independentemente dos factos ocorridos”.