A época balnear 2026, que arranca a 13 de junho e se prolonga até 13 de setembro nas praias da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde, pode ter um início marcado por um alerta, menos nadadores‑salvadores disponíveis e várias praias da região podem ficar sem vigilância plena.
Segundo dados da Autoridade Marítima Nacional, Portugal perdeu 265 nadadores‑salvadores certificados nos últimos dois anos, uma quebra que está a ter impacto direto no Norte do país, onde se registou metade dos afogamentos mortais no mesmo período.
Na Póvoa de Varzim e em Vila do Conde, o cenário repete‑se. Em declarações à RTP, João Pinheiro, da associação ‘Os Golfinhos’, confirma que faltam 30 nadadores‑salvadores para garantir a cobertura total dos dois concelhos. “Neste momento, se arrancasse a época balnear, estaríamos com menos 30 nadadores‑salvadores do que o que necessitávamos”, afirma. Segundo a mesma fonte, deveriam estar em funções 92 vigilantes, mas apenas 70 estão disponíveis.
A nível nacional, os concessionários admitem dificuldades crescentes na contratação e temem que não seja possível assegurar vigilância em todos as praia já em junho, precisamente quando a maioria das praias entra em funcionamento.
A Autoridade Marítima Nacional recorda ainda que, nos últimos dois anos, nove dos 12 afogamentos mortais em praias ocorreram em zonas não vigiadas, reforçando a importância da presença de equipas completas durante a época balnear.


