Pedófilo montou sistema ‘Big Brother’ para filmar vítimas

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Um homem de 43 anos, reformado por invalidez e residente em Vila do Conde, está acusado pelo Ministério Público de um crime de abuso sexual de crianças, 17 crimes de recurso à prostituição de menores, dois deles na forma tentada, e três crimes de gravações e fotografias ilícitas. A história é avançada pelo CM de terça-feira.

De acordo com a acusação, o arguido, que está preso, aliciou o primeiro menor, com 13 anos, em outubro de 2014. Ofereceu 40 euros à vítima, mas aquela recusou ter sexo. Um ano depois, abordou um jovem, de 16 anos, no metro. Teve sexo com o menor na sua casa a troco de 50 euros, atos que se terão repetido 10 vezes. Esta vítima levou depois uma amiga, de 14 anos, para a casa do pedófilo. Os menores tiveram sexo no quarto e o homem filmou tudo, sem que as vítimas soubessem, com recurso às câmaras ocultas. Situação idêntica ocorreu quando a vítima levou um outro amigo, de 15 anos, para a casa do suspeito. Filmou os menores a terem sexo e manteve relações com este outro jovem, dando-lhe 10 euros. Teve ainda sexo com outro menor, num armazém abandonado, tendo dado à vítima, de 14 anos, 20 euros. Aliciou ainda um outro jovem, de 17 anos, mas sem sucesso.

O acusado terá criado na sua casa, em Vila do Conde, “um verdadeiro sistema ao estilo do Big Brother para filmar menores a manterem atos sexuais”, pode ler-se no CM. No quarto e na sala tinha múltiplas câmaras ocultas ligadas a um sistema de gravação. Entre 2014 e 2017, o arguido, que aliciava os menores, fez 6 vítimas, entre os 13 e os 17 anos. Três delas foram filmadas. Começa a ser julgado este mês no Tribunal de Matosinhos.