Orçamento da Câmara de Vila do Conde sobe para 56,5 milhões de euros

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A Assembleia Municipal de Vila do Conde vai a 2 de dezembro debater e votar o orçamento da Câmara para 2020, que regista um aumento de cerca de 3 milhões de euros.

O documento, aprovado em reunião do executivo vila-condense com os votos favoráveis da NAU, a abstenção do PS e ‘chumbo’ do PSD, contempla um investimento de 56,5 milhões de euros, superando o de 2019, que se cifrou nos 53,6 milhões de euros.

“As Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2020 espelham a determinação de um programa com o qual nos comprometemos com os vila-condenses e que estamos a levar a efeito”, disse a presidente da autarquia vila-condense, Elisa Ferraz.

A presidente da Câmara elegeu como grandes eixos do documento “a redução da dívida do município, a redução do IMI, e um forte investimento nas obras municipais”.

Em relação à dívida, o plano gizado passa pela diminuição da mesma, num prazo de cinco anos, de 52,8 para 30,6 milhões de euros, enquanto que no âmbito do IMI está projetada a fixação da taxa nos 0,36 %, mantendo a aposta na redução para os agregados com famílias numerosas.

No que diz respeito às obras municipais, Elisa Ferraz fala num investimento de “15 milhões de euros” em todo concelho, manifestando “a continuidade no apoio às juntas de freguesia e ao movimento associativo concelhio”, que em termos orçamento registará um aumento de 11 por cento. A autarca “falou em intervenções realistas”, garantindo que todas as freguesias do concelho foram tratadas “em pé de igualdade”.

Em desacordo com essa perspetiva, mostrou-se Constantino Silva, único vereador do PSD no executivo, que votou contra as Grandes Opções do Plano e Orçamento. “Continuam a investir-se milhões na freguesia de Vila do Conde, e tostões nas restantes. Há uma grande disparidade. Assistimos a uma grande concentração de equipamentos na cidade, que mesmo sendo necessários, não justificam que nas restantes freguesias continuem a faltar”, disse o social-democrata.

Já o líder dos vereadores do PS, António Caetano, elencou os motivos que levaram o partido a optar pela abstenção na votação do documento. “Propusemos uma inversão de trajetória da carga fiscal para as pessoas e empresas, nomeadamente na derrama, onde defendemos que, para alguns setores de atividade e para pequenas e médias empresas, fosse diferenciada”, explicou o socialista, notando, ainda, “um evidente atraso nos investimentos municipais que estão prometidos desde o início do mandato”.