Preparar o futuro por bons caminhos

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Dentro do Varzim preparam-se malas e bagagens com vista à nova viagem na procura do prestígio (desportivo) perdido com a descida ao terceiro escalão do futebol português, algo que já provou em tempos não muito distantes – agora denominado Liga 3 que é assim como que uma ponte a ligar o futebol profissional ao denominado ‘não-amador’.

Os tempos que vão correndo servem de ensaio para o que aí vem, nas competições oficiais. No que diz respeito ao Varzim (onde estamos envolvidos), já foi provado algo de agradável, nos primeiros dias de preparação. A ‘renovadíssima’ equipa, no primeiro jogo-treino, foi ao ambiente coimbrão derrotar a Académica de Coimbra por 2-0, num autêntico ‘convívio’ entre os dois despromovidos da época passada.

Ao contrário do que tem sido normal, os adeptos varzinistas ficaram em casa. Mas, no entanto, à noite saíram em força para a rua, mais concretamente para o recinto junto ao Casino montado para as festas de verão da Póvoa, e que também foi aproveitado para a realização de Convívios Varzinistas. Desta vez um convívio em tons diferentes, embora prevalecendo o preto-e-branco das cores do clube e que serviram para dar brilho à apresentação do plantel para a próxima temporada. Que festa envolveu tanto acrisolado amor clubista!… Perto de seis centenas de Varzinistas marcaram presença para exteriorizar o melhor apoio não só aos jogadores e equipa técnica (mais o staff), mas também ao próprio clube.

Como estamos em maré de ensaio para a nova campanha oficial, era bom que não fosse apenas para ‘acertar agulhas’ quanto à preparação da equipa, mas também no que diz respeito à massa adepta varzinista. O apoio saído de fora para dentro, principalmente nos jogos do Campeonato, foi muito elogiado quer em termos caseiros, quer mesmo ultrapassando barreiras clubistas e geográficas. Não foi o suficiente para engrossar o volume do Varzim de forma que a despromoção fosse o desfecho menos desejado e um tanto inesperado por ter fracassado precisamente na ponta final do Campeonato. Mas ficou para a história do clube e também a poder servir de exemplo para o que vem pela frente.

No entanto há algo a corrigir neste ensaio geral para a nova temporada. Sabe-se que por vezes o excesso do chamado ‘amor clubista’ ultrapassou barreiras nada desejáveis, como, por exemplo, causando multas que o clube foi alvo por parte desses tais excessos. Basta contabilizar o que dos cofres varzinistas, sempre tão carecidos de notas, saiu ao longo da temporada, principalmente na ponta final do Campeonato, para não se desejar repetições. É certo que a mão pesada da Liga é bem diferente da mais suave federativa que vai gerir as competições dos Campeonatos fora do profissionalismo. Até na divulgação dos mapas de castigos, ficando praticamente fora do conhecimento do grande público.

Não será agradável recordar o que acontecia (e continua a acontecer) com o ‘encher dos cofres’ de uma Liga que tem o bom negócio das multas para criar grandes receitas a servirem até de alicerces a volumosos empreendimentos imobiliários para grandeza (dizem) das estruturas do futebol profissionalizado, à custa dos esforços financeiros dos clubes, a servirem como pagadores das asneiras praticadas pelos seus adeptos, e também das equipas técnicas e diretivas. Para se avaliar dessa ‘contribuição voluntária’ basta estar atento aos comunicados semanais do Conselho de Disciplina e prolongados para além do ‘defeso’ com decisões (algumas bem pesadas) de casos com anos de duração.

Às claques varzinistas, mais ou menos organizadas por motor próprio e não oficialmente ligadas ao clube, resta esperar que haja unicamente apoio à equipa nos jogos que podem levar ao tão desejado regresso ao futebol profissional, sem exageros que se podem tornar perniciosos ao clube. E, principalmente, fazer por esquecer aquilo se torna quase banal nos meios futebolísticos nacionais e também distritais e até de nível concelhio, que é duvidar do comportamento moral das mães dos jogadores (principalmente os guarda-redes quando executam pontapés de saída), dos árbitros (no topo dos alvos) e de outros elementos ligados ao futebol. É que isso dá (sempre deu), motivos para prejudicar os clubes com multas, além de criar mau aspeto ao que eles (clubes) produzem nos seus seios. Para bom entendedor…